Vinicius Jr. A camisa 10 da seleção brasileira. Melhor jogador do mundo pelo Real Madrid. E contra a França, a nota dele foi 4,5 — a segunda pior do time.
Tem um problema aqui. E a gente precisa falar sobre isso.
Vini entrou como protagonista. Com a camisa 10, o número mais pesado da seleção. Circulou entre as linhas, tentou criar, mas perdeu praticamente todas as disputas com a zaga francesa.
A ESPN foi direta na avaliação: “Perdeu praticamente todas as disputas com a zaga francesa. Diversas vezes escolheu a jogada errada.”
No lado de lá, Mbappé — que joga com Vini no Real Madrid todo fim de semana — fez um golaço no primeiro tempo, tocou sobre Ederson com categoria, e saiu aplaudido do estádio.
Aqui é onde a coisa fica mais difícil pra torcida brasileira.
Vini e Mbappé são companheiros de Real Madrid. Jogam lado a lado. Treinam juntos toda semana. Ancelotti conhece os dois de perto.
No Real, Vini é o cara. Desequilibra, arrasta marcação, decide.
Na seleção, com a 10 nas costas e a responsabilidade de ser o protagonista, o desempenho foi completamente diferente. Não é a primeira vez. Nos últimos amistosos, as atuações de Vini pela seleção têm sido consistentemente abaixo do que ele mostra no clube.
Ancelotti defendeu Vini depois do jogo. Disse que o trabalho dele “está bem feito” e que o atacante vai crescer no torneio.
Faz sentido ouvir o técnico. Afinal, Ancelotti conhece Vini melhor do que qualquer analista. E em Copas, a pressão e a responsabilidade mudam o jogador.
Mas o que a torcida quer ver é Vini fazendo na seleção o que ele faz no Real. E contra a França, isso não aconteceu.
A Copa começa em 77 dias. Vini Jr. vai ser o camisa 10 do Brasil no Mundial. A pergunta que todo mundo quer responder é: qual Vini vai aparecer? O do Real Madrid ou o da seleção?
Comenta o que você acha. E se inscreve pro canal pra não perder nenhuma análise até a Copa.
